
Cooperação entre os dois países foi destaque dos painéis do evento Brazil China Meeting, agenda realizada pelo LIDE, que reúne mais de 140 empresários e autoridades na China.
Começou nessa quarta-feira (10) em Shenzhen, China, o Brazil China Meeting, evento que, durante quatro dias, reunirá empresários e autoridades do Brasil e da China. Durante a primeira manhã de discussões, o presidente da CRCC (Construção Ferroviária da China Investimento e Construção no Sul da China), Deng Yong, reforçou a relevância da relação entre os dois países e a pretensão em deixá-la ainda mais estreita. Para ele, o potencial em infraestrutura e transporte, aliado a um mercado regulado e maduro, tornam o Brasil um destino atraente para empresas chinesas, que enfatizam o desejo de expandir os negócios e cooperação em solo brasileiro.
“O Brasil é o primeiro país na América Latina que estabeleceu a relação global estratégica com a China e é o principal destino de investimentos de empresas chinesas”, disse o presidente da CRCC .

O país asiático é o principal comprador dos produtos do Paraná, de janeiro a julho de 2023 movimentou US$3,7 bilhões, o que representa 25% de todo volume de exportação do Paraná no período. Segundo dados do Conselho Empresarial Brasil-China, por meio de aportes nos setores de obras de infraestrutura, agricultura e fabricação de veículos automotores, o Paraná figura como o terceiro estado a receber o maior volume de investimentos chineses.
Para a presidente do LIDE Paraná, Heloisa Garrett, a China está se tornando um grande mediador diplomático na abertura de novos mercados na Ásia.“ O intuito deste encontro é abrir portas para que possamos trabalhar juntos para buscar soluções sustentáveis para o mercado paranaense”, destacou.
Dentre as diversas pautas pertinentes aos dois países, o agronegócio e a tecnologia ganharam destaque nos painéis da primeira manhã de discussões. As discussões sobre o agronegócio, a segurança alimentar foi o grande destaque do primeiro painel do evento. As lideranças presentes discutiram as perspectivas da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) de aumento da produção de alimentos em 40% para o cumprimento das metas relacionadas à segurança alimentar. E, ainda, frisaram as similaridades e sinergias existentes entre os dois países parceiros, enfatizando a necessidade da produção de novas fontes de energia limpa.
Até o dia 13 o evento, trará discussões sobre as relações econômicas e comerciais e os investimentos nos setores de energias renováveis, tecnologia, indústria automobilística, mobilidade, infraestrutura, agronegócio e ESG (práticas ambientais, sociais e de governança de uma empresa).
A programação do evento conta com sete painéis temáticos nos quais serão tratados temas ligados ao agronegócio, mineração e commodities, tecnologia, indústria automobilística e autopeças, infraestrutura e mobilidade, energias renováveis e investimentos no Brasil.
