
O candidato também teceu críticas ao modelo de pedágio e à ineficiência de serviços prestados por instituições privatizadas, além de defender medidas de combate à corrupção, redução da burocracia e investimentos no desenvolvimento regional
Na manhã da última quarta-feira (26), o LIDE Paraná recebeu Requião Filho para o segundo encontro da série com os candidatos ao governo do Estado. Com o intuito de aproximar o poder público da iniciativa privada para uma discussão propositiva, o evento convidou o candidato a apresentar suas principais propostas para a gestão do Paraná.
Durante sua fala, Requião Filho pautou sua apresentação nos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, defendendo uma gestão pública mais transparente, com planejamento a longo prazo e orientada a resultados.
Sobre eficiência, o candidato defendeu a importância do planejamento a longo prazo, destacando que essa visão é uma das bases de seu plano de governo, que prevê ações duradouras, preparando o estado para os próximos 50 anos.
No princípio da legalidade, citou o combate à corrupção, defendendo que acordos de não persecução penal e cível sejam públicos, criticando o sigilo desses procedimentos que frequentemente são mantidos em segredo, mesmo quando a lei determina o contrário.
Também citou a criação de mecanismos para ampliar a transparência e o controle sobre os recursos públicos, com ações voltadas à prevenção da corrupção. Uma dessas ações seria a abertura de informações sobre contratos e acordos firmados pelo Estado, como forma de permitir maior acompanhamento por parte da população.
Na área econômica e de incentivos fiscais, uma das propostas é a redução da burocracia enfrentada pelas empresas, com a criação de uma porta única de entrada para facilitar a relação do setor produtivo com o governo. O candidato falou em rever a política de incentivos fiscais, defendendo regras mais transparentes e acessíveis às empresas, além da redução de custos de energia e água para o setor produtivo.
Sobre infraestrutura e logística, o candidato criticou o atual modelo de pedágios, apontando obras inacabadas e prioridades de trecho que, segundo ele, não atendem às regiões de maior fluxo de produção agrícola e industrial. Seu objetivo seria a retomada de investimentos em ferrovias como alternativa de menor custo, menor risco de sinistro e menor impacto ambiental, bem como medidas de segurança, mencionando dados da FETRANSPAR sobre o Paraná liderar o ranking nacional de roubo de cargas.
Requião Filho também criticou a gestão das companhias estaduais, citando o aumento expressivo nas contas de água e energia após a privatização da Copel e as mudanças no modelo da Sanepar. Ele apontou a retomada do controle estatal dessas empresas como medida prioritária para o início de um eventual governo.

“Água e luz são serviços essenciais e estratégicos que devem permanecer sob controle do poder público. Ao reduzir esses custos para a população, barateamos também a produção para as empresas, estimulando contratações e movimentando a economia” Requião Filho/ Foto: Rubens Nemitz Jr
“Água e luz são serviços essenciais e estratégicos que devem permanecer sob controle do poder público. Ao reduzir esses custos para a população, barateamos também a produção para as empresas, estimulando contratações e movimentando a economia”, explicou.
Por outro lado, afirmou que pretende dar continuidade a políticas públicas que apresentem resultados positivos, independentemente de qual governo tenha sido responsável por sua criação. A ideia, segundo o candidato, é evitar que programas sejam interrompidos por razões políticas, priorizando os benefícios para a população.
Outro eixo apresentado foi o desenvolvimento regional, com a defesa de políticas que considerem as características econômicas de cada região do Paraná. Nesse sentido, propôs ampliar a qualificação profissional e o ensino técnico de acordo com as demandas locais, aproximando a formação de trabalhadores das necessidades de cada setor.
A presidente do LIDE Paraná, Heloisa Garrett, destacou a neutralidade política da entidade e sua missão ao lado da classe empresarial. “O LIDE é justamente o ambiente no qual conseguimos unir o poder público e a iniciativa privada para um debate propositivo. Ao final da série, vamos compartilhar um e-book feito por nós que reúne as principais propostas de cada candidato para que o eleitor possa comparar as iniciativas e fazer a melhor escolha nas urnas”, afirmou.
O último encontro será realizado com a participação de Sandro Alex, no 18 de setembro, respectivamente. A realização dos eventos segue as diretrizes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tendo como premissas a neutralidade institucional, a impessoalidade, a pluralidade e a igualdade de condições entre os candidatos convidados, além da transparência, da lisura, da boa-fé e do respeito integral à legislação eleitoral.
O LIDE não apoia partidos políticos, candidatos ou campanhas. A participação de qualquer candidato nos eventos promovidos pela instituição não representa, em nenhuma hipótese, apoio institucional da unidade ou do Sistema LIDE.
O LIDE Paraná é o maior ecossistema de negócios do Estado. Reúne mais de 250 empresas e 600 empresários associados em prol do desenvolvimento social e econômico do Paraná. Parte do sistema global LIDE, que neste ano completa 25 anos de atuação e tem presença em mais de 20 países. A unidade paranaense é reconhecida nos últimos quatro anos como referência entre as mais de 30 unidades nacionais e internacionais. No Estado promove agendas estratégicas, conectando 35 setores da economia. Em 2025, as empresas ligadas ao LIDE Paraná somaram faturamento agregado de R$ 200 bilhões e geraram mais de 400 mil empregos.
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