
Com comércio exterior aquecido, juros internos elevados e novas regras internacionais, empresas precisam organizar balanços, estruturar capital de giro e acessar crédito global para sustentar crescimento e competitividade.
A reorganização financeira deixou de ser uma ação corretiva para se tornar um elemento central da competitividade das empresas brasileiras. Em um ambiente marcado por juros internos ainda elevados, inadimplência crescente e exigências cada vez maiores de transparência, a estruturação de balanços, o fortalecimento da governança e o planejamento financeiro passaram a ser condições básicas para acesso a crédito e expansão sustentável.
É nesse contexto que a Truth Finance atua, oferecendo um modelo de consultoria focado em diagnóstico profundo da operação, análise de custos, indicadores e solidez financeira. Segundo Gilmar Michels, diretor executivo da empresa, a clareza estrutural é o ponto de partida para qualquer estratégia de crescimento. “Estruturamos o planejamento financeiro, organizamos o capital de giro e corrigimos distorções de balanço. Sem isso, nenhuma empresa consegue acessar crédito competitivo, especialmente no exterior”, afirma.

Gilmar Michels, diretor executivo da empresa.
Os dados do cenário nacional reforçam a urgência dessa agenda. Informações do Banco Central indicam que o Brasil alcançou 15,1 milhões de endividados de risco, o equivalente a 14,2% dos tomadores de crédito. A inadimplência, em torno de 15,2%, e o comprometimento elevado da renda com dívidas evidenciam como estruturas financeiras frágeis dificultam o financiamento de operações, a ampliação de investimentos e a sustentação do crescimento. Capital de giro pressionado, garantias excessivas e desequilíbrios de curto prazo seguem como entraves relevantes à competitividade empresarial.
Ao mesmo tempo, o comércio exterior brasileiro vive um momento de forte expansão. Em 2025, o país registrou recordes históricos, com US$ 289,7 bilhões em exportações, US$ 237,3 bilhões em importações e uma corrente de comércio que alcançou US$ 527 bilhões. O crescimento de 7,1% nas importações revela um movimento consistente de modernização produtiva, com empresas ampliando a compra de insumos, máquinas e tecnologias, o que exige estruturas financeiras mais eficientes e alinhadas às condições globais.
Para Michels, companhias que atuam no comércio exterior tendem a estar mais preparadas para acessar crédito internacional, com custos significativamente inferiores aos praticados no mercado doméstico. “Quando organizamos a empresa, ela passa a ser vista como um parceiro confiável por bancos e fundos internacionais. Isso muda completamente o patamar de acesso a crédito e investimento”, explica. A Truth Finance direciona essas organizações para linhas de financiamento com prazos de 180 a 360 dias para insumos e até 22 anos para máquinas e equipamentos, muitas vezes sem exigência de garantias locais e com maior previsibilidade financeira.
A desigualdade regional no desenvolvimento econômico brasileiro reforça ainda mais a importância da maturidade financeira. Dados do Índice Brasil de Inovação e Desenvolvimento (IBID 2025) mostram que poucos estados concentram desempenho acima da média nacional, como São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Nessas regiões, ecossistemas produtivos mais robustos, infraestrutura avançada e maior densidade empresarial facilitam o acesso a financiamento, inovação e internacionalização. Em contrapartida, parte do Norte e do Nordeste ainda enfrenta desafios estruturais, o que torna a consultoria financeira um instrumento de nivelamento competitivo entre empresas de diferentes regiões.
Com a estrutura financeira organizada, a Truth Finance conecta seus clientes a bancos e fundos da Europa, dos Estados Unidos e da China, além de linhas do BNDES, da FINEP e instrumentos do mercado de capitais voltados à inovação, infraestrutura e modernização industrial. Segundo Michels, mais de R$ 2,85 bilhões em operações já foram estruturados e aprovados, muitas delas para empresas que nunca haviam acessado crédito competitivo. “A taxa de capital no Brasil é, muitas vezes, três vezes maior do que no exterior. Quando os números são consistentes e o balanço é confiável, portas que antes eram inacessíveis se abrem”, destaca.
O ambiente financeiro internacional também passa por uma fase de transição relevante. O encerramento da LIBOR levou os mercados a adotarem novos indexadores baseados em transações reais, como SOFR, SONIA, ESTR e TONAR. Essas taxas reduzem riscos e ampliam a transparência, mas exigem maior preparo técnico das empresas que operam globalmente. Para Michels, esse movimento reforça a necessidade de governança financeira sólida e indicadores confiáveis. “Empresas sem estrutura, planejamento e balanços fidedignos terão dificuldades para operar com bancos internacionais”, avalia.
Os efeitos da reorganização financeira são diretos sobre o desempenho empresarial. Ciclos financeiros mais saudáveis, redução do custo do capital, aumento das margens operacionais e decisões baseadas em dados claros fazem parte dos resultados observados. A governança se fortalece e o empresário retoma a capacidade de planejar o futuro com mais segurança, posicionando o negócio para um crescimento sustentável.
Diante de um cenário global mais competitivo, com maior integração financeira internacional, exigência crescente de transparência e regras mais técnicas, empresas que investem em maturidade financeira saem na frente. Com atuação estratégica, a Truth Finance se consolida como ponte entre o empresariado brasileiro e um ecossistema financeiro global que demanda preparo, solidez e visão de longo prazo.
