
Seminário de Inteligência Artificial LIDE Paraná 2025 destaca os desafios e oportunidades da IA no mercado corporativo
A Casa LIDE Paraná foi o palco do Seminário de Inteligência Artificial 2025, um evento que reuniu especialistas e líderes empresariais para discutir os impactos da IA na transformação dos negócios e da sociedade, em um momento decisivo para a era digital.
Organizado pelo LIDE Paraná, em parceria com a Workers.AI e com apoio da PUCPR e da RPC, o seminário destacou a urgência de uma adoção estratégica da inteligência artificial, abordando questões como os desafios de escalabilidade, o papel fundamental da educação na formação de talentos e a necessidade de um uso ético e responsável da tecnologia.
Com a participação de Andrei Golfeto (NVIDIA), Marco Paludo (PUCPR), André Pacheco (Workers.ai), Alessio Silva Alionco (Pipefy) e Rodrigo Libório (RPC), o evento reforçou que a adoção da IA não é mais uma opção, mas sim um divisor de águas. As empresas que se adaptarem à inteligência artificial estarão moldando o futuro, enquanto aquelas que ficarem para trás terão dificuldade em competir no mercado.
“Estamos entrando em uma era onde os modelos de IA serão tão essenciais quanto a eletricidade para os negócios”, afirmou Andrei Golfeto, Community Manager para Startups & VCs na NVIDIA – uma das maiores empresas do mundo, líder mundial em computação de inteligência artificial. O especialista destacou a importância de entender a IA não apenas como uma inovação tecnológica, mas como uma transformação radical na forma como as empresas operam. “O que vemos hoje é a materialização de uma tecnologia que já existe há décadas, mas que finalmente encontrou seu momento de maturidade”, concluiu Golfeto.

Estamos entrando em uma era onde os modelos de IA serão tão essenciais quanto a eletricidade para os negócios”. Andrei Golfeto, Community Manager para Startups & VCs na NVIDIA
Computação acelerada
O executivo também explicou como a NVIDIA tem revolucionado diversos setores por meio da computação acelerada. Esta abordagem, que utiliza hardware e software especializados, é fundamental para acelerar tarefas computacionais e está presente em praticamente todos os serviços baseados em nuvem, além de ser um componente-chave em smartphones. De acordo com Golfeto, a computação acelerada não só aumenta a produtividade de maneira impressionante, mas também abre portas para formas inéditas de inovação. “Não se trata apenas de fazer o mesmo mais rápido, mas de possibilitar o que era literalmente impensável há poucos anos”, afirmou.
Produtividade e Workforce
“IA não é para substituir talentos, mas para potencializá-los”, desmistificou André Pacheco, co-fundador da Workers.AI, sobre uma concepção errônea que ainda paira sobre a tecnologia. Em sua fala, Pacheco abordou a adoção da Inteligência Artificial como uma ferramenta estratégica para aumentar e otimizar a performance das empresas ao potencializar funções, promovendo economia e aumento de produtividade.

“IA não é para substituir talentos, mas para potencializá-los”. André Pacheco, co-fundador da Workers.AI,
O especialista também destacou que muitas empresas ainda não possuem um entendimento completo da transformação digital. “A maioria do mercado não tem um conhecimento avançado de transformação digital. Eles não entendem a jornada porque não sabem do que a tecnologia é capaz”, afirmou. De acordo com Pacheco, muitos profissionais, ao utilizarem ferramentas como o PC Office, não percebem o quanto poderiam automatizar suas atividades diárias, destacando a importância da educação e do treinamento para aproveitar o potencial da IA no ambiente corporativo.
AI Agents para realizar tarefas de forma independente
Durante o seminário, Alessio Alionço, fundador e CEO da Pipefy, apresentou a visão da empresa sobre o futuro da inteligência artificial, destacando o papel da tecnologia como catalisadora de mudanças profundas na gestão corporativa.

” IA está se consolidando como uma ferramenta prática e acessível, capaz de transformar a colaboração entre humanos e sistemas inteligentes”. Alessio Alionço, fundador e CEO da Pipefy
Segundo ele, a IA está se consolidando como uma ferramenta prática e acessível, capaz de transformar a colaboração entre humanos e sistemas inteligentes. “Nossa atuação era reconhecida pelo desenvolvimento e grande investimento em tecnologias no-code. Para 2025, a perspectiva é olhar com mais atenção e ampliar os investimentos também nas nossas soluções de IA, com a expectativa de que elas dominem a nossa geração de receita no ano”, afirmou.
A nova plataforma da Pipefy, desenhada para orquestrar agentes de IA com flexibilidade e integração às tecnologias já utilizadas pelos clientes, reflete essa mudança de paradigma e reforça a mensagem do evento: inovar com inteligência é o único caminho para não ficar no passado.
Educação e ética

“É fundamental desenvolvermos uma capacidade de assimilação crítica que nos permita equilibrar a velocidade da inovação com o peso da responsabilidade.” Marco Paludo, Decano da Escola Politécnica da PUCPR e do Grupo Marista,
Marco Paludo, Decano da Escola Politécnica da PUCPR e do Grupo Marista, debateu o papel da ética na era da Inteligência Artificial, ressaltando a importância de uma capacidade de assimilação crítica para equilibrar inovação com responsabilidade.
Ele discutiu os desafios éticos e educacionais impostos pela IA, enfatizando a necessidade urgente de preparar a próxima geração para uma convivência harmônica com a tecnologia. Paludo destacou que, para garantir que a tecnologia beneficie a sociedade de maneira inclusiva, é crucial promover uma educação que forme profissionais capacitados e capazes de tomar decisões éticas e sustentáveis no uso da IA. “Na era da Inteligência Artificial, a ética não pode ser um acessório — ela precisa ser a base. É fundamental desenvolvermos uma capacidade de assimilação crítica que nos permita equilibrar a velocidade da inovação com o peso da responsabilidade. Só assim garantiremos que o avanço tecnológico esteja a serviço do bem coletivo.”

Após as apresentações, o Diretor Comercial da RPC, Rodrigo Libório, mediou um debate entre os speakers no qual ficou claro que a adoção da IA deve ser estratégica, ética e contínua. Mais do que uma tendência, a inteligência artificial é um divisor de águas para o futuro dos negócios, exigindo das empresas preparo técnico, visão de longo prazo e coragem para inovar. Em um momento em que a tecnologia se torna parte inseparável da gestão, eventos como este reforçam a importância do diálogo entre diferentes setores – da educação à indústria – para garantir que o avanço seja sustentável, inclusivo e verdadeiramente transformador.
Para a presidente do LIDE Paraná, Heloisa Garrett, a inteligência artificial não é mais sobre o futuro – é sobre o agora. E quem lidera, entende que inovar com responsabilidade é o único caminho para transformar empresas, pessoas e o mundo. Heloisa reforçou ainda, “o papel do LIDE é justamente conectar líderes, estimular reflexões relevantes e impulsionar o uso consciente da tecnologia para gerar mais oportunidades e impacto positivo na sociedade.”
