A inovação tecnológica criada para o setor é apontada como fundamental na construção de um futuro próspero e na preservação dos recursos naturais

A tecnologia oferece um leque de soluções para os desafios que o agronegócio enfrenta. Esse preceito foi um dos destaques discutidos durante o seminário voltado ao setor promovido pelo LIDE Paraná. Reunindo líderes e autoridades do mercado, o evento trouxe luz não só aos desafios como também foi espaço para fomentar ideias e soluções estratégicas que vão impulsionar o setor unindo iniciativas públicas e privadas.

“Tudo que nos trouxe até aqui não é o que vai nos levar para frente. O que vai nos levar é o próximo salto tecnológico que está em curso, com inovação, mais uso de biologia no processo produtivo, aproveitamento racional de um espaço, energia renovável, entre outros. Não existe mais espaço para o empirismo, as decisões precisam ser assertivas.”, ressalta Norberto Anacleto Ortigara, secretário de Estado da Agricultura do Paraná.

Nesse contexto, o Francisco Matturro, presidente do LIDE Agronegócios e empresário do setor, trouxe o olhar da iniciativa privada, ressaltando a importância de ferramentas tecnológicas que podem aumentar a produtividade, reduzindo custos ao mesmo tempo garante a sustentabilidade.
“Uma das inovações trazidas pela tecnologia é a agricultura de precisão. Através de sensores, satélites e softwares, é possível mapear e localizar nos campos áreas com diferentes necessidades, o que permite aplicação precisa de pulverização. Antigamente, isso era feito em área total, o que gerava altos custos, além de comprometer o meio ambiente”, destaca Matturro.

O estado do Paraná já está traçando esse caminho. Hoje, são mais de 30 mil propriedades rurais que geram energia solar. Além disso, o reaproveitamento de passivos ambientais é um projeto que está sendo implantado paulatinamente, como a transformação de dejetos animais, oriundos da produção, em biocombustível. Num futuro próximo, o hidrogênio verde que vem com a proposta de produzir a ureia necessária acrescentar hidrogênio na produção.

Contudo, um dos maiores desafios para a implantação dessas ferramentas é a falta de conectividade. Dados fornecidos pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (2022) mostram que mais de 70% das propriedades rurais no país ainda permanecem offline, sem qualquer tipo de conexão com a internet.
Já um estudo solicitado pelo Programa Oeste em Desenvolvimento (POD), que engloba diferentes setores produtivos, instituições acadêmicas, desenvolvimento integrado e organizações públicas, revelou que 40% do território no oeste paranaense não possui acesso à internet. Essa área inclui 50 municípios, onde reside cerca de 1,2 milhão de habitantes.

“O Paraná tem a melhor agricultura do país. Mesmo assim, tem muito potencial que precisa ser explorado, muitas oportunidades que envolvem toda a cadeia do agronegócio, desde a produção até a comercialização. A tecnologia abre um leque de oportunidades para o desenvolvimento sustentável do setor, impulsionando a economia, gerando renda e garantindo a segurança alimentar para todos”, disse3 Heloisa Garrett, presidente do LIDE Paraná.

 

 

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